quinta-feira, 1 de outubro de 2015

História do Teatro - Parte 8

FESTAS DIONISÍACAS

Resultado de imagem para FESTAS DIONISÍACAS



-Na Grécia Antiga haviam três grandes festivais em homenagem a Dionísio: 

Dionísias Rurais: que se celebravam a meio do inverno destinada a solicitar os favores de Dionísio à fertilidade das terras; 

Festival de Lenaea/Lenéias: que decorria em janeiro, festa do vinho, com danças, representações líricas e dramáticas, devotado aos casamentos e o principal festival para o qual as peças gregas que chegaram aos nossos dias foram escritas; 

Grande Dionísia ou Dionísia Urbana: celebrada em Atenas; 

-O verdadeiro mentor das Grandes Dionisíacas foi Pisístrato, governante de Atenas, que no ano de 534 a.C., adaptou e enriqueceu um dos rituais a Dionísio que acabou se tornando exclusivo da cidade de Atenas; 

-Estas festas em nome de Dionísio, eram realizadas quando a vinha desponta (Março), tinham a duração de seis dias e visavam aplacar as forças da natureza; 

-As competições tornaram-se eventos periódicos; 

-Os preparativos da “Grande Dionísia” eram feitos com 10 meses de avanço;

-Foram estas festas que deram origem ao teatro, na altura entendido como uma manifestação cívica e religiosa - no século VI a.C, os coros e danças com que se homenageava o deus, evoluíram para verdadeiras representações teatrais que ocupavam os últimos 3 dias das celebrações;

-Em Atenas, os mais altos magistrados da cidade – o arconte epônimo e o arconte-rei – preparavam as representações. Arconte: título dos membros de uma assembléia de nobres da Atenas antiga;

-Os poetas que desejavam competir, tinham primeiro que submeter as suas obras à autoridade;

O Arconte-Rei: com funções religiosas, representando a monarquia.

O Arconte Epônimo: principal governante e juiz supremo. Os anos eram referidos pelo nome do arconte (Dizia-se que o evento ocorreu no ano em que tal pessoa era arconte epônimo).

O Polemarco: comandante supremo do exército, responsável pela segurança do estado.

Epônimo: é o nome de uma personalidade histórica ou lendária que dá, ou empresta, esse seu nome a alguma coisa, um lugar, época, tribo, dinastia, etc. Como herói epônimo designa-se o fundador, real ou mítico, de uma cidade, família, dinastia, etc.

-Escolhiam uma trilogia, por cada autor - para ser representada;

-A cada poeta era então atribuído um ator principal e um patrono, o Corego (Coregos), um homem abastado que tinha como dever cívico pagar a produção; 

-Os poetas participantes tinham de solicitar um coro; 

-O arconte escolhia o ator principal que tinha à sua ordem os atores de segundos e terceiros papéis; 

-Todos os papéis femininos eram protagonizados por homens; 

-Os atores eram pagos pelo Estado; 

-O Corego que financiasse uma dessas produções não pagava impostos nesse ano; 

-O autor compunha também a música para a sua peça e coreografava as danças. Também treinava o Coro; 

-As representações começavam de manhã, pouco antes do alvorecer e duravam até ao pôr do sol – num total diário de 4 ou 5 peças; 

-Nas Grandes Dionisíacas eram 4 dias seguidos de representações; 

-Primeiro dia da Dionísia era dedicado a uma esplendorosa procissão; 

-Cada autor de tragédias tinha que contribuir com três peças, ligadas ou separadas e também com uma peça de sátiros, sobre a qual se sabe muito pouco; 

-Parece que se tratava de um comentário jocoso ao tema principal das tragédias e ligava-se de certo modo às primitivas adorações a Dionísio; 

-No caso das comédias os autores limitavam-se a apresentar uma peça cada um; 

-Havia prêmios para as melhores comédias, para as melhores tragédias, para as melhores produções e mais tarde para o melhor ator trágico ; 

-Muitos poetas escreveram peças para a Grande Dionísia, mas só chegaram até nós algumas obras de três deles: Ésquilo, Sófocles e Eurípedes; 

-Os atores das Tragédias usavam provavelmente muito pouca maquilagem; 

-Usavam máscaras com expressões faciais exageradas; 

-Calçavam igualmente umas botas de couro, com uns grandes saltos, apertadas nos joelhos por cordões, chamadas Coturnos; 

-Havia pouco ou nenhum cenário; 

-Todos os teatros gregos eram instalados ao ar livre;

-Era em um espaço semicircular que aproveitava o sopé de uma encosta; 

Sopé: parte inferior ou base de rocha, encosta ou montanha. 

-Os espectadores sentavam-se em bancadas dispostas em forma de degraus e assistiam às cenas representadas na parte inferior do referido espaço; 

-Na orquestra os atores, homens, eram, normalmente, três e usavam diferentes máscaras que variavam de acordo com o gênero das peças; 

-O coro cantava, dançava e dialogava com os atores durante a peça, era conduzido por um corifeu; 

-Ao fundo da orquestra elevava-se a cena, separando as duas existia um pórtico com colunas que constituía a decoração de um palácio ou templo; 

-Embora não pudessem ser atrizes, as mulheres podiam assistir às representações (Agrupavam-se nos lugares mais altos); 

-Apesar do caráter religioso da festa, o público manifestava-se ruidosamente: aplaudia, assobiava, batia os pés; 

-No final do concurso procedia-se à avaliação e à atribuição de prêmios: em cada categoria eram atribuídos 3 prêmios – ao poeta, ao corego e ao protagonista.


DITIRAMBOS


Resultado de imagem para ditirambos




-Canto coral de caráter apaixonado (alegre ou sombrio); 

-Também de caráter entusiástica e exuberante, dançada e representada por um Coro de 50 homens; 

-Uma parte era narrativa, recitada pelo cantor principal, ou corifeu, executada por personagens vestidos de faunos e sátiros, considerados companheiros do deus Dionísio; 

-À medida que o tempo ia passando, o Ditirambo foi evoluindo para a ficção, para o drama, para a forma teatral, como a conhecemos hoje. 




PRIMEIRAS ENCENAÇÕES

Resultado de imagem para dionisio



TÉSPIS 


-Dramaturgo grego; 

-1 Ator Grego; 

-Introduziu a figura do ator principal; 

-O inventor da tragédia e o primeiro produtor teatral; 

-Viajou pela Grécia, sozinho ou com o seu coro, numa carroça que mais tarde ficaria conhecida como "carro de Téspis" e que lhe servia de meio de transporte e palco para as suas representações; 

-Teve a ousadia de pôr um ator a dialogar com o coro, sendo-lhe assim atribuída a "invenção" do teatro e do protagonista;

-Munido de máscara e vestindo uma túnica, interpretando o deus Dionísio e destacando-se do coro, sobre a sua carroça onde ao invés de dizer: 

“Dionísio fez...”

Ele disse:

“Eu fiz...”


-Criou o conceito de "monólogo“;

-Tal atitude era uma grande ousadia já que esse papel era reservado aos sacerdotes ou aos reis;

-Inovou também ao interpretar de uma só vez dois personagens distintos, usando para isso, duas máscaras, uma no rosto e outra na nuca.



TEATRO NA GRÉCIA ANTIGA





Resultado de imagem para TEATRO NA GRÉCIA ANTIGA



TEATRO 

Théatron: “lugar onde se assiste a um espetáculo, o próprio espetáculo”. 


PRINCIPAIS TEMAS


Religião 

Mitologia



HERÓI


-Encarna o ideal supremo grego: O belo e o bem (Kaloskagatia);

-Aretê: Excelência (Virtude). Essência do homem. Deve ser testemunhada publicamente;

-Timê: Honra. Reconhecimento público do aretê;

-Tem ascendência humana e divina;

-Muitos tem mais que um pai e uma mãe;

-Nascimento cercado de perigos;

-Sagas: poemas épicos que imortalizam os traços;

-Sempre tem uma tarefa;

-Grande viagem;

-Centauro Quíron;

-Agon: espírito de competição;

-Daimon: intermediário entre deus e homem;

-Imortalidade (memória).



TRAGÉDIA GREGA



Resultado de imagem para tragedia grega



-Forma de drama que se caracteriza pela sua seriedade e dignidade; 


DRAMA: Pode significar: "forma narrativa em que se figura ou imita a ação direta dos indivíduos", "texto em verso ou prosa, escrito para ser encenado" ou mesmo a "encenação desse texto”; 

-Envolvem um conflito entre uma personagem e algum poder de instância maior, como a lei, os deuses, o destino ou a sociedade; 

-Suas origens são obscuras, mas podem ser rastreadas mais especificamente nos ditirambos;




ARISTÓTELES

(384 a.C. - 322 a.C)





-Filósofo grego, aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande; 

-Seus escritos abrangem diversos assuntos: física, metafísica, leis da poesia e do drama, música, a lógica, etc.; 

-Fundou um Liceu (Escola); 

-Escreveu a “Arte Poética” (Conjunto de anotações das aulas sobre o tema da poesia e da arte em sua época ); 

-A obra divide-se em duas partes: 

PRIMEIRA: apresenta o conceito de poesia como imitação de ações; 

SEGUNDA: a mais extensa, estuda a tragédia, uma das espécies ou gêneros da poesia dramática, e faz comparação com a poesia lírica e a narrativa chamada epopéia.

POESIA LÍRICA: forma de poesia que surgiu na Grécia Antiga, e originalmente, era feita para ser cantada ou acompanhada de flauta e lira; 

EPOPÉIA: o autor apresenta de forma objetiva fatos lendários ou fictícios acontecidos num tempo e espaços determinados. Usa como forma de expressão: a narração, a descrição e o diálogo; 

-A Arte Poética passa a determinar estilos que deveriam ser seguidos; 

COMO: Leis obrigatórias de composição para a arte em seu tempo, como as unidades de tempo, ação e lugar. 

-A tragédia como imitação de uma ação completa e elevada; 

-Linguagem tem que ter ritmo, harmonia e canto; 

-Suas partes se constituem de passagens em versos recitados e cantados, e nela atuam os personagens diretamente, não havendo relato indireto; 

Três condições: 


-Possuir personagens de elevada condição (Heróis, reis e deuses); 

-Ser contada em linguagem elevada e digna e ter um final triste; 

-Ter a destruição ou loucura de um ou vários personagens sacrificados por seu orgulho ao tentar se rebelar contra as forças do destino.


Aborda também 

Mimesis ou mimese (Imitação ou representação); 

-Via na mimesis a representação da natureza; 

-O drama como sendo a “imitação de uma ação”, que na tragédia teria o efeito catártico; 

-Rejeita o mundo das idéias e valoriza a arte como representação do mundo; 

Diegese (Tem o conceito de narratologia, de estudos literários, dramatúrgicos e de cinema que diz respeito à dimensão ficcional de uma narrativa); 

-É a realidade própria da narrativa ("mundo ficcional", "vida fictícia"), à parte da realidade externa de quem lê (O chamado "mundo real" ou "vida real"); 

-Não é a representação do real através da arte, mas a encenação, os atores que descrevem eventos e atuam; 

-O autor leva o espectador ou leitor diretamente a expressar livremente sua criatividade, fantasias e sonhos; 

-Pode ser entendida, ainda, como “contar”, o autor narrando a ação diretamente e descrevendo o que está na mente dos personagens, suas emoções, enquanto a mimesis é vista como “mostrar” o que está acontecendo com as personagens através de seus pensamentos e suas ações;

Ethos (Espécie de síntese dos costumes de um povo); 

-Significa valores, ética, hábitos e harmonia; 

-É o "conjunto de hábitos e ações que visam o bem comum de determinada comunidade“; 

Catarse ("purificação", "evacuação" ou "purgação“); 

-Para Aristóteles, a catarse refere-se à purificação das almas por meio de uma descarga emocional provocada por um drama;


Segundo a poética realizada por Aristóteles, as tragédias se dividem em 3 partes: 


-Unidade de tempo (Aristóteles propôs que a ação de uma peça deveria desenvolver-se em um curto espaço de tempo, cobrindo não mais que 24 horas); 

-Unidade de espaço (As peças deveriam se realizar em apenas um único cenário); 

-Unidade de ação (A peça deveria conter uma trama central ou tema e um claro início, meio e fim). 


Para Aristóteles: 


-Os personagens podem se referir a eventos fora do espaço de tempo da peça apenas para estabelecer o tom e o contexto da encenação, mas a ação real da peça teria que situar dentro do tempo da peça em si; 

-Acreditava que mover-se de um local para outro poderia causar confusão para a audiência e distração da trama; 

-Todas as cenas dentro da peça deveriam anunciar a trama; 

-Usar a intervenção divina para desprender os personagens de suas circunstâncias. Isso era feito através da aparição de um deus, ao final da peça, para esclarecer os problemas criados pelas ações dos personagens ou resolver a situação.

E ainda possuem as seguintes características:


-Exposição: apresentação dos personagens e da história;

-Conflito: oposição e/ou luta entre diferentes forças;

-Peripécia: reviravolta;

-Revelação;

-Catástrofe: conclusão, acontecimento principal decisivo e culminante;


Prólogo 


-A parte anterior à entrada do coro; 

-Na qual se enuncia o tema da peça; 


Párodo 


-Entrada do coro; 


Episódio 


-Cenas no palco entre os cantos corais, com os atos que constituíam a intriga; 

-Que constituem o desenrolar da peça; 


Estásimos 


-Trechos líricos executados pelo coro; 

-Cantos corais, que permitem a separação da ação em vários "episódios" dialogados, a que mais tarde foi chamado de"atos“; 


Kommós 


-Diálogos líricos entre o coro e uma personagem, geralmente uma lamentação; 


Êxodo 


-Canto executado durante a saída dos coreutas; 


Coro 


-Grupo de dançarinos e cantores usando máscaras que participavam ativamente nas festividades religiosas e nas representações teatrais; 

-Cinqüenta pessoas; 

-É uma personagem coletiva que tem a missão de cantar partes significativas do drama;

-De início, o texto do coro constituía a parte principal do drama, ao qual se interpolavam monólogos e diálogos;

Outras funções no drama 

-É uma personagem da peça; fornece conselhos, exprime opiniões, coloca questões, e por vezes toma parte ativa na ação;

-Criticar valores de ordem social e moral e, por outro lado, tinha ainda o papel de espectador ideal ou voz da opinião pública, reagindo aos acontecimentos e ao comportamento das personagens como o dramaturgo julgava que a audiência reagiria se estivesse no seu lugar; 

-Quebras de ação por forma a levar o público a refletir sobre o que se está a passar;

-Pronunciar também a conclusão da peça;

-Com o desenvolvimento da tragédia, o coro fixou-se como uma parte secundária do texto dramático, geralmente reservada ao comentário público;

-O coro torna-se depois uma parte que apenas serve para fazer uma pausa entre os atos;

-Com o desenvolvimento do drama, o coro perde a sua configuração e importância original, abandonando a representação de uma personagem coletiva;

-A parte coral pode então ser executada por um só cantor;

-Pelo seu caráter repetitivo, o coro aproxima-se da função do refrão;

-Com o tempo o coro sumiu das apresentações;


Corifeu 

-Era o chefe do coro;

-Se comunicava com os atores e com a platéia;



MÉTRON 


Equilíbrio, Harmonia e Simetria



“MITO DE PROCRUSTO” 



-Bandido; 

-Tinha camas de ferro em sua casa; 

-Convidava todos os viajantes a se deitarem; 

-Demasiados altos, ele amputava o excesso de comprimento para ajustá-los à cama, e os que tinham pequena estatura eram esticados até atingirem o comprimento suficiente; 

-A vítima nunca se ajustava, pois ele tinha duas camas de tamanhos diferentes; 

-Teseu o capturou em sua própria cama e cortou-lhe a cabeça e os pés, aplicando-lhe o mesmo suplício que infligia aos seus hóspedes.



SÓFOCLES

(496 a.C. - 406 a. C. )




-Dramaturgo grego;

-Importante escritor de tragédia;

-Suas peças retratam personagens nobres e da realeza;

-Escreveu 123 peças;

-Sete sobreviveram em uma forma completa;

-O mais celebrado dos dramaturgos nos concursos dramáticos ;

-Competiu em cerca de 30 concursos, venceu 24;

-Também foi ator.



Principais obras


Édipo Rei;

Ájax;

Antígona;

As Traquínias;

Electra;

Filoctetes;

Édipo em Colono.



ÉSQUILO 

(524 a.C. - 455 a.C.) 

Resultado de imagem para esquilo




-Dramaturgo grego; 

-Pai da tragédia; 

-Sete de um total estimado de 70 a 90 peças sobreviveram; 

-Venceu por treze vezes o torneio; 

-Tendência de escrever trilogias interligadas, onde cada peça serve como um capítulo de uma narrativa dramática contínua.


Principais obras 


Os Persas 

-Experiências do próprio Ésquilo no exército; 


Sete contra Tebas 

-Destino e a interferência dos deuses nos assuntos humanos; 

-Primeira aparição numa obra de Ésquilo de um tema que seria constante em suas peças, o da pólis (modelo de cidade grega) como desenvolvimento vital da civilização humana; 


As Suplicantes 


-Presta uma homenagem às correntes democráticas que se afiguravam em Atenas antes da fundação do governo democrático, em 461 a.C.



EURÍPEDES

(480 a.C. — 406 a.C.) 

Resultado de imagem para euripedes



-Foi um poeta trágico grego; 

-Escreveu 92 peças; 

-Restaram 18 peças; 

-Ressaltou em suas obras as agitações da alma humana e em especial a feminina; 

-As suas peças não são acerca dos deuses ou a realeza, mas sobre pessoas reais. Colocou em cena camponeses ao lado de príncipes e deu igual peso aos seus sentimentos; 

-Mostrou-nos a realidade da guerra, criticou a religião, falou dos excluídos da sociedade: as mulheres, os escravos e os velhos;

-Criou “Deus ex machinaque”, "Deus surgido da máquina“, o que servia muitas vezes para fazer o final da peça;

-Um deus sendo, metaforicamente, baixado por um guindaste até o local da encenação. Esse deus então amarrava todas as pontas soltas da história;

Principais obras: 


As Bacantes

-Baseada na história mitológica do rei Penteu, de Tebas, e de sua mãe, Agave, e da punição dos dois pelo deus Dionísio, por sua recusa em venerá-lo e pelo injusto descrédito em que pairava o nome de sua mãe, Sêmele;


Medeia 

-Retrato psicológico de uma mulher carregada de amor e ódio a um só tempo; esposa repudiada e estrangeira perseguida; tomada de fúria terrível, mata os filhos que teve com o marido, para vingar-se dele. 



COMÉDIA




-A arte era representada, essencialmente, por duas máscaras: a máscara da tragédia e a máscara da comédia;

-A primeira definição deste gênero teatral é a de Aristóteles que, na sua Arte Poética a define como "imitação de homens inferiores; 

Tragédia: homens superiores (Heróis);

Comédia: homens inferiores (Pessoas comuns);

-Na divisão dos júris que analisavam os espetáculos durante os antigos festivais: 

Ser escolhido como jurado de tragédia era a comprovação de nobreza e de representatividade na sociedade;

O júri da comédia era formado por cinco pessoas sorteadas da platéia;

-A importância da comédia era a possibilidade democrática de sátira a todo tipo de ideia; 

-A comédia utiliza recursos que provocam o riso no espectador, recorrendo ao imprevisto, ao ridículo, à surpresa, à desordem, etc.; 

-Aristóteles salienta ainda a dificuldade em precisar as características da comédia devido às suas mutações constantes; 

-No entanto, na comédia existe a presença do coro, das máscaras e da música, tal como na tragédia;


A evolução da comédia na Grécia se deu em três fases:


-Comédia Antiga: misturas de assuntos políticos e sociais. Era estruturada em quatro partes: Prólogo, Párodo (Irrompimento festivo do coro, trajando máscaras e roupagens de vários tipos), Episódios (Cenas dialogadas entre dois atores, permeadas por intervenções do coro) e Êxodo (Desenlace). Destaca-se, nesta fase, o dramaturgo Aristófanes;

-Comédia Mediana: de assunto mitológico ou puramente literário, no início e, mais adiante, social. Caracteriza-se pela ausência de coro. Destacam-se como autores: Antífanes e Alex;

-Comédia Nova: de assunto social, porém girando em torno das paixões, sobretudo o amor e dos costumes. Representam-na: Filemon, Apolodoro de Carystos e Menandro (O mais importante e um dos mestres da comédia que se desenvolveu em Roma após o declínio na Grécia).




COMÉDIA ANTIGA








ARISTÓFANES 

( 447 a.C. — ca. 385 a.C.) 


Resultado de imagem para ARISTÓFANES




-Dramaturgo grego; 

-Foi criado provavelmente no meio rural; 

-Consta que se tornou careca por volta dos vinte anos e que exerceu um cargo público; 

-Teve dois filhos que seguiram carreira no teatro cômico, Araros e Filipos; 

-Escreveu em torno de quarenta peças, das quais apenas onze são conhecidas; 

-Obteve nos concursos pelo menos seis primeiros prêmios e quatro segundos prêmios; 

-Conservador, revela hostilidade às inovações sociais e políticas e aos deuses e homens responsáveis por elas;


Algumas obras: 


Os Acarnenses, Os Cavaleiros, As Vespas, A Paz e Lisístrata (Tratam da vida política); 

-Lisístrata, as mulheres fazem greve de sexo para forçar atenienses e espartanos a estabelecerem a paz; 

-As vespas, discute a importância da verdade e seus benefícios, revelando sua preocupação com a ética; 


As nuvens, As tesmofóriantes e As rãs (Criticam a vida intelectual); 

-As nuvens, compara Sócrates aos sofistas mestres da retórica, e acusa o filósofo grego de exercer uma influência nefasta sobre a sociedade; 


As aves, As mulheres na Assembleia e Pluto (São alegorias, ou comédias de fuga).



Características da obra


-Linguagem viva e pitoresca dos diálogos, também estão presentes trechos de grande beleza poética, notadamente nas odes corais;

-Comenta em diálogos mordazes e inteligentes todos os temas importantes da época;

-Situações ridículas, cenas fantásticas, personagens alegóricos, caricaturas de personagens humanos reais e de deuses, ironias, jogo de palavras, trocadilhos, mal-entendidos, exageros, substituição de palavras esperadas por outras inesperadas, palavras compridas, paródias (De autores trágicos, principalmente),provérbios, etc.;

-Aristófanes recorria também com frequência à licenciosidade e à obscenidade, o que sem dúvida pode chocar os desavisados leitores modernos;

-Seus heróis defendem o passado de Atenas, os valores democráticos tradicionais, as virtudes cívicas e a solidariedade social;

-Os métodos de educação, as discussões filosóficas, o papel da mulher na sociedade, o surgimento da classe média, etc.;

-Violentamente satírico o dramaturgo grego, critica fervorosamente a pomposidade, as inúmeras imposturas, os muitos desmandos e a grande corrupção na sociedade em que viveu;

-As críticas de Aristófanes atingiam a tudo e a todos. Chefes políticos, a Assembleia, os tribunais e os juízes, os militares, os poetas trágicos, os poetas cômicos, os filósofos, o povo em geral, os velhos, os jovens, as mulheres, etc., ninguém escapou de sua verve (Vigor de expressão; vivacidade no escrever e no falar); 

-O poeta defendia sempre os valores antigos, a vida rural e, em especial, a paz.


COMÉDIA MEDIANA





ANTÍFANES 

(408 a.C. - 334 a.C.) 





-Restam-nos cerca de 130 títulos e vários fragmentos de sua obra; 

-Algumas de suas comédias recorreram a argumentos mitológicos, outras satirizavam personalidades nacionais e internacionais, e outras ainda recorriam a situações e intrigas da vida privada.




COMÉDIA NOVA







MENANDRO 

(342 a.C. — 291 a.C.) 

Resultado de imagem para MENANDRO




-Filósofo, dramaturgo e poeta cômico grego; 

-Nasceu em Atenas, numa família abastada, recebeu educação bem cuidada; 

-Escreveu 108 ou 109 comédias; 

-Oito ganharam prêmios; 

-Ele costumava perder para Philemon, que era muito inferior como escritor, mas que usava de suborno, influência e suporte político para vencê-lo; 

-As condições políticas vigentes em Atenas na época de Menandro não mais permitiam a sátira às instituições e homens públicos, característica da comédia antiga;

-Assim, os temas principais da comédia de Menandro são viagens, disputas familiares e amores clandestinos; 

-Os personagens são inspirados em pessoas comuns: cozinheiros, escravos, médicos, filósofos, adivinhos e militares; 

-Menandro desfrutava de grande valor e até o século V d.C. era lido e comentado em todo o mundo antigo; 

-O misantropo: foi uma das oito peças premiadas, cujo texto completo, está preservado num papiro (Papel) egípcio, foi achado e publicado em 1958. 



MAIS INFORMAÇÕES - TRAGÉDIA E COMÉDIA 



-Quando apareceu a tragédia as necessidades mudaram; 

-Local para representarem os episódios e mudarem de roupa (Transformação das personagens); 

-A princípio foram usados os templos, mas depois um outro local tomou forma: arquibancada de pedra na encosta da montanha, em torno um pouco mais da metade da arena central e do lado oposto foi erguido um conjunto, uma parede que dava para o palco era construída para aparecer a frente de uma palácio (Skene - ou cena), correspondente o que chamamos hoje (Cenário); três portas permitiam que os atores entrassem e saíssem da casa para o palco (Proskenion – o proscênio); uma rampa à esquerda, que dava acesso direto ao palco, chegavam ou partiam os que vinham do centro da cidade; o telhado da skene (Cena) era chamado de theologeion, o lugar dos deuses, onde eles ficavam e apareciam na peça. Atrás da cena ficavam os camarins, as escadas, etc.; 

-Durante todo o tempo que o teatro em Atenas esteve no auge, o coro continuou a existir, mas só os atores pisavam no palco; 

-O coro ficava só na arena redonda central; 

-Em um teatro para milhares de pessoas, quem ficava na última fila da arquibancada via os atores muito pequenos, e as tragédias geralmente tratavam de heróis, pessoas importantes, etc.; aos poucos foram criados novos recursos; 

-Botas (Coturnos – solas grossas que aumentavam em 15 ou 20 centímetros); máscaras que combinavam com o tamanho da imagem assim criadas e algum enfeite no alto; 

-Tudo isso para dar maior dimensão e peso ao ator trágico; 

-As personagens da comédia que deviam fazer rir, falando de acontecimentos que podiam acontecer com qualquer pessoa, ou política, comunidade, etc.; criticando, ridicularizando, etc.; os atores usavam sandálias sem salto e máscaras pequenas que mais pareciam caricaturas; 

-A comédia tinha cinco atores, dois a mais que a tragédia.



TRAGÉDIA ROMANA



-A Tragédia Romana em sua maioria refletiu os ideais propostos pela Tragédia Grega: mesma estrutura, mesma organização e, inclusive, mesmo assunto. Somente Lucius Annaeus Sêneca fugiu a essa regra;

-Durante o período imperial, surgiram as tragédias para pequenos recintos privados ou para declamação sem encenação;

-São desse tipo as obras de Sêneca, filósofo estóico e principal conselheiro de Nero, as quais exerceram enorme influência durante o Renascimento, sobretudo na Inglaterra. Influenciou, entre outros, Shakespeare.


Primeiros grandes poetas trágicos romanos:

* Lívio Andronico;
* Névio;
* Pacúvio;
* Ênio;
* Ácio.



Estoicismo


-O estoicismo ensina o desenvolvimento do autocontrole e da firmeza como um meio de superar emoções destrutivas;

-Defende que tornar-se um pensador claro e imparcial permite compreender a razão universal. "A virtude consiste em um desejo que está de acordo com a natureza“;

-Este princípio também se aplica ao contexto das relações interpessoais; "libertar-se da raiva, da inveja e do ciúme" e aceitar até mesmo os escravos como "iguais aos outros homens, porque todos os homens são igualmente produtos da natureza”; 

-Fiel aos seus princípios;

-Algo ou alguém que demonstra resignação (Ação de aceitar pacificamente as dores ou sofrimentos da vida) diante de alguma situação trágica ou à frente de um grande sofrimento;

-Diz-se de um indivíduo firme, senhor de si mesmo; inabalável, impassível (Qualidade da pessoa que é insensível ao sofrimento alheio; frieza ou insensibilidade), austero. 

“Virtude é suficiente para a felicidade"




SÊNECA

(4 a.C. — d.C.65 )



-Inovou por ter deixado com que a profunda reflexão e os horrores físicos substituíssem a poesia e a tragicidade gregas;

-Justamente devido a isso não produziu tragédias totalmente iguais àquelas realizadas pelos gregos;

-Construiu um tipo de tragédia que se consolidou também como cruel, isso devido também ao seu espírito romano de guerreiro e ímpeto;

-Não possuía o escrúpulo que os gregos tinham;

-Mostrava a violência real ao público como: vomito, morte, entre outros;

-A grande influência que herdou dos gregos foi a linguagem erudita e metafórica;

-Importante ressaltar que suas peças possuíam um alto teor de reflexão filosófica;

-Devido a isso sua atuação dramática influenciou sobremaneira Shakespeare (Teatro Renascentista), no aspecto filosófico, e Antonin Artaud (1896 – 1948 - poeta, ator, escritor, dramaturgo, roteirista e diretor de teatro francês Teatro da Crueldade - Teatro do séc. XX), no aspecto da crueldade. 


Suas Peças:

• “Medéia” (Imitou a Tragédia Grega); 


• “Tiestes”; 


• “Édipo”; 


• “Agamênon”; 


• “Hércules Furioso”; 

Entre outras




COMÉDIA ROMANA






-A verdadeira comédia latina surgiu apenas no final do século II a.C; 

-As representações teatrais eram parte do entretenimento gratuito oferecido nos festivais públicos; 

-Desde o início, no entanto, o teatro romano dependeu do gosto popular, de uma forma que nunca havia ocorrido na Grécia. Caso uma peça não agradasse ao público, o promotor do festival era obrigado a devolver parte do subsídio que recebera; 

-Por isso, mesmo durante a república, havia certa ansiedade em oferecer à plateia algo que a agradasse, o que logo se comprovou ser o sensacional, o espetacular e o grosseiro; 

-Os imperadores romanos fizeram um uso cínico desse fato, provendo "pão e circo", segundo a famosa frase do satirista Juvenal (Romano), para que o povo se distraísse de suas miseráveis condições de vida;

-O grandioso Coliseu e outros anfiteatros espalhados por todo o império atestam o poder e a grandeza de Roma, mas não sua energia artística; 

-Não há razões para crer que tais construções se destinavam a outra coisa que não espetáculos banais e degradantes; 

-As arenas foram então totalmente ocupadas por gladiadores em combates mortais, feras espicaçadas até se fazerem em pedaços, cristãos cobertos de piche e usados como tochas humanas; 

-Não é de se admirar que tanto os escritores como o público de outra índole passassem a considerar o teatro como manifestação indigna e aviltante (Desonra); 

-O primeiro autor de comédias foi Lívio Andronico, de Tarento, seguido mais tarde por Plauto e Terêncio; 

-Nas peças de ambos, Plauto e Terêncio, os problemas são sempre os mesmos: domésticos, eróticos e dinheiro;

-Os “tipos cômicos” (O fanfarrão; o avarento; o criado astuto; o filho de família devasso; o oportunista – parasita; etc.; 


A Comédia Romana dividiu-se em três segmentos: 

Atelanas: representada por peças populares, burlescas (Caricatas, zombeteiras) e demasiadamente grosseiras. Sobressaíram como autores: Pompônio e Nóvio; 

Paliata: assim chamada pela vestimenta usada pelos autores. Semelhante à dos gregos: seguia o modelo da comédia nova; 

Togata: caracterizada pelo uso da toga, uma vestimenta romana. Tem por assunto algum acontecimento romano. Não nos chegou nenhuma Peça Togata completa. 


PLAUTO

(254 a.C.-184 a.C.)





-Dramaturgo romano; 

-Considerado o maior comediógrafo da Roma antiga; 

-Nasce em Sarsina (Itália), e vai para Roma ainda jovem; 

-Por muito tempo é conhecido apenas como Plautus, que quer dizer "pés chatos", porém mais tarde se autodenomina Maccus ("palhaço") Titus; 

-Foi soldado, ator, comerciante fracassado e moleiro (Dono de moinho), itinerante antes de se tornar dramaturgo, aos 45 anos; 

-Estima-se que tenha escrito 130 peças;

-Seus enredos, personagens e ambientação são copiados de autores da nova comédia grega, como Menandro, Filemon e Diphilus;

-Adiciona numerosas alusões romanas e introduz elementos de canto e dança; 

-Com métrica elaborada e linguagem coloquial, sua obra reproduz com fidelidade a vida dos romanos da época; 

-Os enredos farsescos são em geral baseados em casos de amor ou confusões decorrentes de trocas de identidade, mas apresentam grande originalidade no tratamento dos temas; 

-Suas comédias inspiram dramaturgos pós-renascentistas: Molière toma “O Vaso de Ouro” como modelo para “O Avarento” e Shakespeare baseia-se em “Os Gêmeos” e “Anfitriões” para escrever “A Comédia de Erros”; 

-Morre provavelmente em Roma; 

-Dele chegaram até nós 20 comédias; 

Entre elas: 


“O Vaso de Ouro”; 

“Os Gêmeos”; 

“Anfitriões”; “Aulularia”.



TERÊNCIO

(185 a.C.- 159 a.C.) 






-Dramaturgo e poeta romano; 

-Chegou a ser escravo de senador (Que lhe educou) e depois libertado; 

-Autor de pelo menos seis comédias que resistiram à ação do tempo chegando aos dias de hoje. 

São elas: 



“Andria” (A moça de Andros); 

“Hecyra” (A Sogra); 

“Heaautontimorumenos” (O Punidor de Si Mesmo); 

“Eunuchus” (O Eunuco); 

“Phormio” (Formião); 

“Adelphoe” (Os Dois Irmãos). 


-Seus personagens pertencem em sua maioria as classes sociais mais altas. Suas obras são escritas em verso e seu estilo é "puro".






quarta-feira, 2 de setembro de 2015

História do Teatro - Parte 7



OUTRAS HISTÓRIAS MITOLÓGICAS





AQUILES




-Filho de Tétis (Era uma das várias filhas de Nereu – deus marinho primitivo, filho de Pontos – filho de Gaia - e Gaia - e Doris – filha de Oceano e Tétis, filhos de Urano e de Gaia) e de Peleu (Rei dos Mirmidões – povo. Filho de Éaco - filho de Zeus e da ninfa Égina, filha do deus-rio Asopo - filho de Oceano e Tétis, filhos de Urano e de Gaia. Sua mãe era Metope, filha do deus-rio Ladon - e Endeis – Uma versão diz que seu pai foi Sciron e uma outra o centauro Quíron, e sua mãe foi Chariclo);

-Tétis conseguiu que Zeus fizesse de seu filho invulnerável;

-Para isso, teve de submergi-lo nas perigosas águas do rio Estinge (Na mitologia é um dos rios do Tártaro – Reino/Mundo dos mortos – ou um Deus primordial, nascido do Deus Caos ou em alguns versões irmão do Deus Caos);

-Era invulnerável em todo o seu corpo, exceto no local onde sua mãe o segurou ao mergulhá-lo: seu calcanhar direito;

-Teve a educação feita por Quíron (Centauro);

-Foi um belo herói grego;

-Um dos participantes da Guerra de Troia.




GUERRA DE TRÓIA




-Ocorrida entre 1300 a.C. e 1200 a.C.;

-A guerra teve deuses dividindo-se na proteção dos povos: Aqueus e Troianos;

-A causa da guerra remonta a uma disputa entre deusas:


A SENTENÇA DE PÁRIS


-Éris (Discórdia), não era bem quista pelos deuses do Olimpo;

-Para o casamento de Peleu e Tétis todos os deuses foram convidados, exceto Éris. Ela lança no salão uma maça de ouro (O pomo da Discórdia) como vingança;

-Estava escrito: Para a mais bela;

-Todas as deusas a queriam;

-A disputa ficou entre: Hera, Palas Atena e Afrodite;

-Pediram a Zeus que fosse o juiz, mas ele se recusou;

-Aconselhou-as a irem ao monte Ida, perto de Tróia, e deixarem a decisão para Páris, príncipe troiano, excelente juiz da beleza feminina;

-Páris estava trabalhando como pastor, pois estava afastado da corte depois de uma previsão que avisara ao rei Príamo que seu filho viria a trazer a desgraça a seu país;

-O rapaz viu diante de si três figuras magníficas e ouviu algumas propostas:

Hera: prometeu fazer dele o senhor da Europa e da Ásia;

Palas Atena: prometeu-lhe uma vitória triunfal sobre os aqueus;

Afrodite: prometeu-lhe que seria amado pela mais bela mulher do mundo.


-Páris deu a maça dourada para Afrodite;

-A mulher mais bela do mundo era Helena;

-Era filha de Zeus, que tomou forma de um cisne e seduziu Leda (Seu pai era Téstio, filho de Ares e Demonice, filha de Agenor, filho de Pleuron; sua mãe era Eurythemis, filha de Cleoboea), esposa do rei Tíndaro (Rei de Esparta);

-O rei se considerando pai de Helena, fez com que todos jurassem defender o marido da filha, fosse quem fosse; 

-O escolhido foi Menelau (Irmão de Agamemnon, rei de Micenas – região grega); 

-Afrodite conduziu Páris, que foi em uma missão diplomática a Esparta, e lá foi recebido com muita hospitalidade; 

-Menelau se ausentou por conta de um funeral, Páris e Helena se apaixonaram e Páris a levou para Tróia; 

-Menelau convocou toda a Grécia para ajudá-lo; 

-Sob o comando de Agamemnon os reis aqueus formaram uma aliança; 

-Reunidos em Áulis (Porto), aguardavam ventos favoráveis para partirem; 

-Ártemis tinha sido ofendida (Agamemnon irritou Ártemis ao caçar um cervo em uma floresta sagrada e se gabar de ser o melhor caçador) e para aplacar a fúria dela a filha mais velha de Agamemnon, Ifigênia, deveria ser sacrificada; 

-Assim foi feito e os ventos encheram as velas e a frota de mil barcos partiu rumo á Ásia;


Outra Versão 


-Agamemnon manda uma carta a sua esposa, Clitemnestra, para que traga a filha com a promessa que ela se casaria com Aquiles; 

-Depois se arrepende e tenta mandar uma nova carta, que é lida por Menelau que briga com o irmão; 

-Mas já é tarde demais e Clitemnestra, Orestes (Filho) e Ifigênia já haviam chegado a Áulis (Porto); 

-Agamemnon tenta convencer Clitemnestra voltar para Micenas (Região grega), mas ela se recusa a não participar do casamento da filha; 

-Quando encontra Aquiles, que desconhece a trama, ambos descobre a verdade sobre o cruel destino que espera a filha e que foi enganada pelo marido; 

-O exército se revolta com a demora, mas Aquiles defende Ifigênia da raiva dos mirmidões (Povo); 

-Ifigênia decide se sacrificar para impedir que a revolta continue, para que Aquiles não seja ferido em vão e para ajudar os gregos a seguirem para Troia;

-Para admiração de Aquiles ela segue para o altar ignorando as súplicas da mãe que se desespera com seu destino cruel;

-No último momento, Ártemis substituiu a princesa por uma corça (Parecido com um veado. Mamífero), e a fez sua sacerdotisa, levando-a para Táurida (Nome pelo qual o território da península da Crimeia – região próxima da Ucrânia e da Rússia – era conhecido).


Orestes e as fúrias


-Clitemnestra não admitiu Agamemnon sacrificar sua própria filha, e por isso depois de algum tempo matou-o quando ele estava na piscina do palácio;

-Sete anos depois, quando Orestes, irmão de Ifigênia, retorna a Micenas e descobre o que havia ocorrido, por pressão de Electra, sua irmã mais nova, mata sua mãe e o amante dela na tentativa de vingar a morte de seu pai;

-Por ter cometido matricídeo (Consiste no ato de uma pessoa matar sua própria mãe) passou a ser castigado pelas Fúrias (Erínias) com chicotadas e tochas até enlouquecer;

-Seu melhor amigo desde a infância, Pílades, o acompanha tentando mantê-lo são.



Ifigênia em Táurida 


-Orestes procurou o Oráculo de Delfos para descobrir como se livrar das chicotadas das Fúrias; 

-O oráculo revelou que ele só seria libertado caso conseguisse se apossar de uma estátua de Ártemis em Táurida (Região); 

-Seu amigo Pílades o acompanha nessa viagem e ambos são protegidos por Atenas por sua coragem; 

-Para que não seja identificado quando chegam, Atenas faz Orestes ter um ataque de loucura e tenta matar os bezerros dos camponeses, para que eles acreditassem que eles são as Fúrias que o atormentam; 

-Ambos são capturados e levados para serem sacrificados pela sacerdotisa (Ifigênia) virgem no templo de Ártemis; 

-Ifigênia e Orestes não se reconhecem imediatamente, mas durante os ritos pré-sacrifício, ao descobrir que ele é de Micenas (Região grega), questina-o se Orestes ainda está vivo; 

-Ele diz que sim, então ela propõe que poupará sua vida caso ele entregue uma carta a Orestes; 

-Orestes pede a seu amigo que retorne a Micenas para entregar a carta o deixando lá para ser sacrificado sozinho, mas este se recusa e revela a identidade de Orestes;

-Após esclarecimentos, Ifigênia planeja uma fuga com sua sagacidade (Capacidade para depreender, aprender ou interpretar algo através de indicações simples) e engana os outros sacerdotes dizendo que o estrangeiro não serve como sacrifício por ser um matricida (Consiste no ato de uma pessoa matar sua própria mãe) e por seu amigo ser cúmplice e que agora deverá levar a estátua maculada para ser purificada no mar;

-Com a ajuda de Atenas os três conseguem fugir de volta para Micenas e derrotar quem os perseguia;

-Quando chegam ao palácio, Electra reencontra Ifigênia que conta o ocorrido;

-Quando menciona que deveria sacrificar o irmão Electra ameaça matar sua irmã, mas Orestes se revela e a salva do mal entendido;

-Orestes recupera sua sanidade e se torna rei, casando-se com sua prima Hermíone;

-Ifigênia se casa com Pílades e segue como sacerdotisa de Ártemis onde vivem em paz. O destino da estátua de Ártemis ainda é disputado por mais de cinco cidades diferentes;

-Existem relatos de que por muitos anos diversos rituais onde eram aplicadas chicotadas em jovens até cobrir a estátua de sangue foram feitos diante dessas estátuas na tentativa de agradar a deusa.


Voltando 

-As frotas desembarcaram em Tróia, guardada por altas muralhas; 

-Durante 9 anos a vitória oscilou entre um lado e outro; 

Disputa entre Agamemnon e Áquiles 

-Apolo, enraivecido com Agamemnon, descarregou sobre seu exército uma peste que dizimava a tropa; 

-Um sacerdote chamado Crises tinha sido tratado com desprezo pelo rei de Micenas, quando foi resgatar sua filha Criseida, que foi “capturada” depois de uma vitória, e que Agamemnon havia reservado para si; 

-Agamenon recusou a entregá-la e expulsou o sacerdote com escárnio (Menosprezo, zombaria, etc.); 

-Crises roga a Apolo uma vingança; 

-Apolo atende o seu pedido; 
-Assim começa o combate de Apolo e os gregos; 

-Durante 9 dias caíram dardos dos deuses sobre o exército; 

- Hera ficou preocupada;

-Áquiles convoca as tropas e diz que todos deverão voltar para casa; 

-Antes Áquiles consulta um oráculo que o revela a causa da ira de Apolo; 

-A peste não cessaria enquanto a jovem não fosse devolvida a seu pai e com ela um rebanho para sacrifício; 

-Agamemnon se enfurece e diz que prefere a esposa, Clitemnestra; 

-Alega que não pode perder algo de sua partilha e sugere que outro a dê; 

-Áquiles diz que tudo já foi repartido e que nada sobrou; 

-Agamemnon diz que tirará parte de outro; 

-Decide tirar Briseida (Uma troiana, viúva, da cidade de Lirnesso – região). Foi sequestrada durante a Guerra de Troia por Aquiles, depois que este matou seus três irmãos e seu marido, o rei Mines), recompensa de Áquiles depois de uma vitória; 

-Áquiles ficou enfurecido; 

-Atena o aconselha ficar calmo e que apenas injurie Agamemnon com palavras;

-Depois dos insultos, decide não mais combater;

-Agamemnon retira Briseida de Áquiles;

-Têtis acudiu e consolou o filho;

-Pediu a Zeus que protegesse os troianos para que a honra de Áquiles fosse restaurada;

-Zeus envia a Agamemnon um sonho enganador;

-Prometeu-lhe que a vitória seria sua se tomasse iniciativa;

-Sem a participação de Áquiles as tropas foram quase dizimadas;

-Páris e Menelau lutam. Quando o príncipe troiano estava quase sendo derrotado, Afrodite o envolve em uma nuvem e o retira do combate;

-Agamemnon declara Menelau vencedor e exige Helena de volta;

-Eles teriam concordado se Atena, instigada por Hera, não tivesse interferido;

-Ares, Afrodite e Apolo lutam pelos troianos e Atena e Hera pelos aqueus; 

-Ares é ferido em batalha pelo guerreiro Diomedes. A lança foi guiada por Atena que acertou Ares que bramiu com gritos de guerra; 

-Heitor (O maior herói troiano, filho de Príamo – rei de Tróia - e de Hécuba, casado com Andrómaca e pai de Astíanax) dirigiu-se á cidade de Ílion e ordenou preces públicas a Atena; 

-Na assembleia dos imortais, Zeus proíbe os deuses de intervirem nos combates; 

-Os aqueus sofreram muitas derrotas; 

-Agamemnon reúne os chefes aqueus e sugere que voltem para a Grécia; 

-Nestor, o mais velho e mais prudente entre eles, diz que Agamemnon foi o responsável pela situação por ter provocado Áquiles e assim sua saída da guerra; 

-Agamemnom reconhece que errou e diz que devolverá Briseida e dará muitos outros presentes a Áquiles; 

-Áquiles repudiou as ofertas;

-Disse que regressaria à pátria e que todos deveriam fazer o mesmo; 

-Os chefes aqueus rejeitaram seu conselho e decidiram seguir em frente; 

-As batalhas continuaram; 

-Odisseu e Diomedes matam o rei da Trácia (Região), que tinha vindo aliar-se com os troianos e roubam seus cavalos; 

-Em uma batalha em que os gregos são vencidos, Agamemnon é ferido; 

-Nestor pede para Pátroclo (Amigo de Áquiles) tentar convencer o herói e se não conseguisse que ele emprestasse a armadura para aterrorizar o inimigo; 

-Os troianos avançam e chegam ao acampamento dos aqueus; 

-Hera atrai Zeus para o alto do monte Ida (É a mais alta montanha da ilha de Creta, na Grécia) e o seduz; 

-Entregue esquece da proteção; 

-Zeus fica furioso e manda Hera para o Olimpo;

-Os troianos conseguem incendiar um navio;

-Vendo aquilo Áquiles consente que Pátroclo vista sua armadura, use armas e assuma o comando de seus homens, os Mirmidões (Povo);

-Pátroclo vai a batalha e luta com muita bravura com muitos guerreiros e percebe que dentre eles está Apolo;

-Heitor se aproxima de Pátroclo que estava combalido e desfere o golpe final;

-Heitor retira a armadura e a veste no lugar da sua;

-Menelau consegue levar o corpo de Pátroclo até os navios;

-Têtis pede para Hefesto fazer uma armadura completa para dar ao filho e assim confortá-lo;

-O herói jura vingança;

-Tétis entrega a armadura para o filho;

-Zeus permite que Hera, Atena, Posídon e Hefesto lutem ao lado dos aqueus e que Ares, Apolo, Ártemis e Afrodite ao lado dos troianos;

-Áquiles vencia todos os seus oponentes. Buscava Heitor;

-Heitor vendo seu irmão Polidoro ser morto marchou em direção a Áquiles;

-Apolo afastou Heitor da batalha através de um espesso nevoeiro;

-Áquiles ajudou a empurrar os troianos até as muralhas;

-O rio Escamandro, cuja ás margens está em Troía, inundou e quase afagou o herói, mas foi dominado pelo sopro de fogo de Hefesto;

-Heitor e Áquiles se encontraram ao pé das muralhas;

-Ao ver Áquiles com uma armadura reluzente, Heitor treme e parte em fuga;

-Áquiles o persegue e Zeus pesa seus destinos: o troiano tinha que morrer;

-Os dois lutam e Heitor cai morto, atravessado por uma lança;

-Ainda com o coração cheio de ódio, continuou a arrastar o corpo de Heitor no pó;

-Áquiles arrasta o corpo até os navios;

-Um mar de dor atravessa os corações de Príamo, Hécuba (Mãe de Heitor) e Andrômaca (Mulher de Heitor);

-Pátroclo estava vingado e Áquiles prestou-lhe algumas homenagens: jogos fúnebres e uma gigantesca pira (É uma estrutura, em geral feita de madeira, onde se queima o corpo humano como parte de um ritual funerário) para que consumisse o seu corpo;

-Zeus envia um mensageiro a Príamo, para ir pedir a devolução do corpo do filho;

-Príamo foi ao encontro de Áquiles com a proteção de Hermes;

-Príamo suplicou ao herói como um pai em dor;

-Áquiles comoveu-se e deixou que o corpo de Heitor fosse levado;

-Em Tróia as lamentações duraram 9 dias e no fim o corpo foi colocado numa magnífica pira;

-Esses eventos são narrados no poema épico ILÍADA – HOMERO.


EVENTOS




-A morte de Áquiles, a queda de Tróia e a fuga de Enéias se encontram no poema épico ODISSÉIA - HOMERO;

-Depois dos funerais de Heitor, Áquiles causou devastação nas tropas inimigas;

-Em um ataque em que Áquiles forçava os troianos a recuarem até as muralhas, Páris do alto destas disparou contra ele uma flecha;

-Apolo dirigiu-a de modo que acertasse em seu único ponto vulnerável e Áquiles caiu morto;

-O corpo do herói teve honras fúnebres;

-Ajax, um grande guerreiro foi acometido por uma loucura e dizimou um rebanho pensando que eram tropas inimigas. Ao voltar a si se sentiu sem honra, ficou com vergonha e se matou;

-Os aqueus sentiram-se sem forças com a perda de dois grandes guerreiros;

-Após quase dez anos Tróia continuava com suas muralhas inexpugnáveis (Inconquistável; invencível); 

-Foi então que Odisseu arquitetou um plano que veio a ser conhecido como: Cavalo de Tróia; 

-Um enorme cavalo de madeira com espaço para conter no seu interior homes armados; 

-Os troianos o arrastariam para dentro da cidade e à noite os guerreiros sairiam e massacrariam os inimigos; 

-Foi feita a construção; 

-Ao cair de uma noite, um grupo de bravos, chefiados por Odisseu esconderam-se no interior do cavalo; 

-Os outros guerreiros destruíram as tendas e abandonaram o acampamento e embarcaram para dar a impressão de retirada; 

-Esconderam-se em uma ilha próxima; 

-Deixaram um homem instruído com a história que deveria contar aos troianos; 

-Ao amanhecer os troianos se depararam com a situação e com o cavalo;

-Conversaram com Sínon que disse ter sido escolhido como sacrifício aos deuses;

-Ele escapou e se escondeu no pântano;

-Suplicava pela vida e respondeu as perguntas;

-Falou que o cavalo era uma oferenda para Atena e pelo tamanho os inimigos não teriam coragem de levá-lo para a cidade e assim atrair a ira da deusa;

-Se fosse ao contrário, Atena prestaria favores e benções;

-Houve divisão de opiniões;

-O sacerdote Laocoonte incitava a todos a destruir o cavalo;

-Posídon ordenou que duas serpentes terríveis surgissem do mar;

-Elas mataram o sacerdote e seus dois filhos. Foram esmagados e desapareceram dentro do templo de Atena;

-Horrorizado o povo arrastou o cavalo para dentro da cidade;

-Decidiram deixar para o outro dia os rituais de oferecimento à deusa

-Durante a noite os guerreiros escondidos se aproximaram das muralhas e os demais saíram do cavalo; 

-Mataram os sentinelas e abriram os portões; 

-Os aqueus massacraram o exército troiano e a cidade; 

-Os chefes troianos caiam e suas mulheres eram acorrentadas e conduzidas como escravas; 

-Enéias, filho de Afrodite, foi o único herói poupado; 

-A deusa o protegeu com uma visão salvadora enquanto enfrentava os aqueus; 

-Heitor aparece diante dele e o afastou da luta e ordenou que fugisse com sua família e seus deuses-lares (Imagens/Estátuas) para longe e assim erguer uma nova pátria. 


Enéias: Filho da deusa Afrodite e de Anquises, filho de Cápis, filho de Assáraco, rei da Dardânia (Região vizinha a Tróia), e filho de Temíste. Era casado com Creúsa filha do rei Príamo e de Hécuba. Tinha um filho, Iulo.


ARGONAUTAS (Jasão) 







-Tripulantes de uma nau;

-A saga (Lenda ou aventura, e consiste em descrições de histórias de personagens famosos de uma determinada cultura ou religião) começa com a origem do Velocino (Lã de ouro);

-Átamas (Filho de Éolo - filho de Hipotas - e Enarete, rei do pequeno reino na Beócia, região grega), desposou Néfele;

Filhos: Frixo e Hele.

-Átamas repudia Néfele e se casa com Ino (Foi uma filha de Cadmo - lendário fundador da cidade grega de Tebas, filho do rei Agenor e pai de Sêmele - e Harmonia - mãe de Sêmele – mãe de Dioníso - filha de Afrodite e Ares);

-Ino enciumada com os filhos de Átamas decide matá-los;

-Apoderou-se de todas as sementes de cereais e secou-as, para não haver colheita naquele ano;

-Átamas manda consultar o oráculo;

-Ino suborna os mensageiros para que na volta dissessem que para cessar a causa era necessário o sacrifício de Frixo e Hele;

-Quando os irmãos estavam prestes a serem mortos, surge um carneiro com o Velocino de Ouro, salvando-os;

-Os carregou sobre o dorso pelos ares afora;

-Era um presente de Hermes, que atendia a oração de Néfele;

-O carneiro atravessou com um salto o estreito (Canal de água que une dois corpos aquosos -oceanos, mares - e separa duas massas de terra) que separa a Europa da Ásia, mas Hele não se segurou e caiu no mar;

-Frixo foi levado até Cólquida (Região, atual Geórgia), no mar Negro;

-Foi recebido pelo rei Eetes;

Eetes: Hélio, filho dos titãs Hiperião e Teia (Filhos de Urano e Gaia) casou-se com Perseis, uma das oceânides, filha de Oceano e de Tétis (Filhos de Urano e Gaia). Eles tiveram vários filhos: a feiticeira Pasifae, os reis Eetes e Perses e a deusa feiticeira Circe.

-O rei lhe concedeu a mão de sua filha Calcíope;

-Frixo sacrificou o carneiro a Zeus;

-Antes de voltar para Hélade (Cidade), Frixo ofereceu o Velocino de Ouro ao rei Eetes que o consagrou a Ares, cravando-o num carvalho localizado em um bosque consagrado ao deus da guerra; 

-Esse Velocino que deu origem a viajem dos argonautas; 

-A história se inicia com a disputa pelo reino de Iolco (Cidade grega); 

-Reinava o tio de Frixo que fora destronado por outro sobrinho, Pélias (Filho de Posidon e Tiro, filha de Salmoneu - Filho de Éolo - filhos de Heleno, filho de Deucalião, que reinou sobre a Tessália, região grega - e Enarete, foi rei da Élida, região grega - e Alcidice); 

-O herdeiro legítimo, Jasão (Filho de Esão, filho de Creteu - filho de Éolo e Enarete. Existem duas versões sobre sua mãe: ela pode ter sido Alcimede ou Polimede - e Tiro), tinha sido enviado para um lugar distante, o monte Pelion (Localizado na Tessália, região grega), para ser educado por Quíron; 

-Aos 20 anos Jasão retorna a terra natal;

-Chegou a cidade com uma pele de pantera como manto, levava uma lança em cada mão e tinha apenas o pé direito calçado com uma sandália;

-Quando Pélias o viu se lembrou das palavras do oráculo: “Desconfie do homem que tenha apenas uma sandália.”;

-Jasão exigiu o trono;

-Pélias concordou desde que o jovem fosse a Cólquida para lhe trazer o Velocino de Ouro;

-Jasão concordou;

-Jasão ordenou a um arauto (Mensageiro) que convocasse príncipes e heróis através de toda a Grécia para a aventura;

-Hera tomou para si a proteção de Jasão e encheu os corações de muitos gregos;

-Mais de cinquenta jovens se apresentaram, todos eles heróis de grande renome e valor;

-O grupo enfrentou inúmeros adversários terríveis, como as Hárpias;

-Chegaram ao destino e a tarefa de levar o Velocino era de Jasão;

-Eetes concorda em entregar o Velocino desde que o chefe dos argonautas executasse quatro tarefas:

1-subjugar (Obrigar a realização de algo através da força, de ameaças etc; dominar) dois touros que tinham patas de bronze e que lançavam chamas pelas narinas;

2-com o par de touros deveria arar um campo e nele lançar dentes de dragão como sementes;

3-matar os gigantes que nasceriam dessas sementes;

4-eliminar o dragão que guardava o Velocino no bosque;

-Hera temendo o pior pede ajuda a Afrodite e juntas fazem Eros (Filho de Afrodite com Ares, ou apenas de Afrodite, conforme as versões) levar Medéia (Grande feiticeira, filha do rei Eetes, da Cólquida, atual Geórgia) a se apaixonar por Jasão;

-Medéia concorda em ajudar o jovem a vencer todas as provas;

-Em troca, a filha de Eetes exigiu do herói a promessa de que se casaria com ela e a levaria para a Grécia;

-Ela o tornou invulnerável. Recomendou-lhe que logo que nascessem os gigantes gerados pelos dentes do dragão, atirasse de longe uma pedra no meio deles, e assim eles lutariam entre si até se exterminarem;

-Tudo aconteceu como Medéia previa;

-Restava vencer o dragão no bosque de Ares;

-Medéia fez o dragão adormecer e Jasão o atravessou com uma lança e assim se apossou do Velocino;

-Eetes recusou-se a cumprir o pacto e ameaçou incendiar a Argo (Embarcação);

-Os argonautas (Com o Velocino) e a feiticeira correram para a embarcação levando Apsirto (Irmão de Medéia) como refém;

-Medéia esquartejou o irmão e espalhou seus membros sobre a água;

-Eetes entra em desespero e começa a recolher o corpo despedaçado do filho;

-Argonautas partem; 

-Ainda tiveram muitas outras aventuras;

-Chegaram a Creta (Ilha grega) e Medéia usou seus poderes para que pudessem derrotar Talo, o gigante de bronze. Assim puderam descansar e prosseguir a viagem;

-Os heróis se separaram e Jasão levou a Argo para Corinto (Cidade grega) e consagrou-a a Posídon;

-Ao chegar à sua cidade, tomou conhecimento de muitas atrocidades cometidas por Pélias;

-Uma delas: Levou seu pai Esão ao suicídio e com isso a sua mãe morre de desgosto;

-Medéia ajuda o jovem a se vingar;

-A feiticeira convence as filhas de Pélias de que poderiam rejuvenescer o pai se, depois de adormecê-lo, o fizessem em pedaços e o pusesse a ferver num caldeirão numa poção mágica;

-Depois deveriam voltar a procurar Medéia e esperar as palavras mágicas que trariam seu pai a vida e à juventude;

-Medéia desaparece e as filhas horrorizadas fugiram para a Arcádia (Região grega); 

-Jasão e Medéia foram exilados com os seus dois filhos e foram para Corinto;

-O rei dessa cidade, Creonte, quis ter o herói como genro e persuadiu-o a casar-se com sua filha Gláucia;

-O jovem aceita o casamento real;

-Medéia planeja sua vingança;

-Envia para a noiva um belo véu impregnado com uma poção fatal;

-A noiva se cobriu com o véu e imediatamente foi envolvida em chamas que devoraram suas carnes e seus ossos; 

-A feiticeira assassina seus filhos (Para causar ainda mais dor em Jasão) e foge num carro alado, amaldiçoada por toda a cidade; 

-Algum tempo depois, Jasão morre quando repousava ao pé da nau Argo, atingido por uma viga, caída do mesmo barco que o levara à glória. 

ÉDIPO





-Filho de Laio (Rei de Tebas, filho de Lábdaco - filho único do Rei Polidoro - filho de Cadmo e Harmonia - e de Nictéia, filha de Nicteu - filho de Cthonius) e de Jocasta (Filha de Meneceu); 

-Laio é alertado pelo Oráculo de Delfos sobre uma maldição: seu próprio filho o mataria e que este filho se casaria com a própria mãe;

Delfos era um recinto e um complexo de construções num terreno sagrado onde havia um templo consagrado ao deus Apolo, e as sacerdotisas de Apolo faziam profecias em transes;

-O rei evitava ter filhos, devido a profecia.

-Mas Jocasta embebedou-o certa vez e, decorridos os meses de praxe, nasceu uma criança;

-O recém-nascido foi entregue aos servos para que matassem o bebê;

- Levaram-no para no Monte Citerão (Grécia Central) pregando um prego em cada pé e o amarraram de ponta cabeça em uma árvore para ser devorado pelos animais selvagens;

-Crente que o menino iria morrer os servos partem; 

-Passaram por ali alguns pastores de Corinto (Cidade grega) e o levaram; 

-Deram-no aos reis de Corinto, que também sofriam por não ter um filho; 

-O rei e a rainha adotaram-no como filho; 

-O menino foi batizado como Édipo, que quer dizer "pés-furados“; 

-Quando cresceu, Édipo começou a sentir-se diferente dos seus concidadãos e foi consultar o Oráculo de Delfos. Aí soube que estava destinado a matar o próprio pai e a casar-se com a mãe; 

-Achando se tratar de seus pais adotivos, foge de Corinto; 

-Em uma estrada estreita, nas montanhas, se depara com uma carruagem que leva o rei de Tebas, Laio; 

-Um de seus servos joga a carruagem de encontro a Édipo que tentou desviar-se, mas as carruagens se chocam de raspão; 

-Tomado de ira, devido à soberba dos integrantes da comitiva e do rei que desconhece, luta contra aquelas pessoas até conquistar sua “honra” com a morte daqueles homens;

-Somente um dos servos consegue fugir; 

-Édipo prossegue viajem; 

-Com a morte de Laio, Creonte, irmão de Jocasta, assumiu provisoriamente o trono de Tebas; 

-Tebas, algum tempo depois, foi assolada por uma terrível maldição: a Esfinge; 

-Essa Esfinge (Monstro alado com corpo de mulher e de leão) devorava todos os seres humanos ao seu alcance. Consta que ela antes apresentava às suas vítimas um enigma e devorava somente aqueles incapazes de decifrá-lo — mas ninguém nunca acertava; 

-Chega a cidade, e ao saber do problema dos tebanos, decidiu enfrentar o monstro; 

-A Esfinge lança um desafio: 

-Somente um dos servos consegue fugir; 

-Édipo prossegue viajem; 

-Com a morte de Laio, Creonte, irmão de Jocasta, assumiu provisoriamente o trono de Tebas; 

-Tebas, algum tempo depois, foi assolada por uma terrível maldição: a Esfinge; 

-Essa Esfinge (Monstro alado com corpo de mulher e de leão) devorava todos os seres humanos ao seu alcance. Consta que ela antes apresentava às suas vítimas um enigma e devorava somente aqueles incapazes de decifrá-lo — mas ninguém nunca acertava; 

-Édipo chega a cidade, e ao saber do problema dos tebanos, decidi enfrentar o monstro; 

-A Esfinge lança um desafio: 


“Qual é o animal que tem quatro patas de manhã, duas ao meio-dia e três à noite?”


-Édipo conseguiu desvendar, dizendo que era o homem: 

"O amanhecer é a criança engatinhando, o entardecer é a fase adulta, que usamos ambas as pernas, e o anoitecer é a velhice que usa a bengala.” 


-Enraivecida e frustrada a Esfinge atirou-se de um precipício e morreu; 

-Édipo foi nomeado rei (“Tirano") de Tebas e ainda recebeu, como recompensa, a mão de Jocasta, viúva do rei anterior; 

-Cumpriu-se, dessa forma, o oráculo, mas Édipo reinou sossegado em Tebas durante muitos anos; 

-Com Jocasta teve quatro filhos: 

Os gêmeos Etéocles e Polinice, Ismênia e Antígona 

-Um dia, porém, a cidade foi assolada pela peste e, de acordo com mais um oráculo, a única maneira de debelar (Obter a vitória numa luta armada; vencer, etc.) a doença era identificar e punir o assassino de Laio; 

-Édipo tenta achar os culpados pelo assassinato, para tanto, manda seu cunhado Creonte ao oráculo de Apolo;

-Ao regressar Creonte lhe diz que, segundo o Deus, o assassino está entre eles;

-Édipo passa a perseguir indiscriminadamente o autor do ato;

-Os cidadãos sugerem ao rei para chamar Tirésias, um adivinho que se diz intermediário entre os homens e o Deus Apolo;

-Tirésias revela seu conhecimento: Édipo seria o assassino;

-Não crente, Édipo acusa Tirésias e Creonte de traição;

-Acusa-os de planejarem usurpar o trono;

-Creonte, ao saber de tais alegações contra sua pessoa, apresenta-se ao rei para que a confusão seja sanada;

-Édipo não lhe dá ouvidos e Jocasta intervém por seu irmão;

-Diante do juramento de Creonte e de sua fala argumentativa, Édipo se vê perdido;

-Jocasta, sem maiores pretensões, relata-lhe alguns fatos sobre a morte de Laio que Édipo desconhecia;

-Diante da nova narrativa ele começa então a se questionar se não seria ele mesmo o assassino;

-Édipo pede que lhe chamem o servo de Laio que sobrevivera; 

-Neste tempo, chega a notícia, por um mensageiro, da morte do pai adotivo de Édipo; 

-Esse mensageiro é o mesmo pastor que o salvara da morte; 

-Ele lhe relata tudo sobre o ocorrido. Outro pastor chega então ao reino e depois de muito relutar esclarece a Édipo a verdade; 

-Jocasta, ao saber da terrível verdade, enforcou-se; 

-Édipo furou os próprios olhos com os grampos do vestido de sua mãe-esposa por estar cego para a verdade e abandonou Tebas, acompanhado apenas de sua filha Antígona; 

-Antes de deixar a cidade, amaldiçoou seus filhos, Etéocles e Polinices, pois eles o desrespeitaram e o destrataram; 

-Em algumas versões, Édipo foi expulso da cidade por Creonte; 

-Já ancião, Édipo chegou a Colono, na Ática (Região grega), levado por sua filha Antígona. Foi bem acolhido por Teseu, então rei de Atenas e, agradecido, pediu para ser enterrado ali mesmo.



ESFINGE



PERSEU





-Filho de Zeus e Dânae e posteriormente avô de Héracles; 

-Dânae era filha de Eurídice (Filha de Lacedemon - filho de Zeus e Taigete - foi uma das Plêiades, as sete filhas de Atlas - um filho de Jápeto, filho de Urano e Gaia - e da ninfa Pleione, filha de Oceano – filho de Urano e Gaia) e do rei de Argos (Acrísio - filho de Abante); 

-Esse rei não tinha filhos homens e ao consultar o oráculo para saber se sua filha teria um, ficou sabendo que Dânae teria um filho que o mataria; 

-Trancou a filha em uma câmara de bronze subterrânea e posta sob guarda; 

-Zeus se encantou por ela e sob forma de uma chuva de ouro, introduziu-se na torre de bronze e engravidou Dânae; 

-Quando nasceu o menino o rei encerrou a filha e o neto em uma arca e ordenou que a lançassem ao mar; 

-A arca chegou à ilha de Sérifos (Grécia), onde foi encontrada por Díctis (Pescador) que criou o menino juntamente com a sua mulher;

-Polidectes (Rei) e irmão de Díctis, um dia viu Dânae e quis possuí-la. Para isso deveria se livrar de Perseu; 

-Promoveu uma festa onde todos deveriam levar presentes; 

-Perseu chegou de mãos vazias e o rei o ridicularizou por não conhecer o costume; 

-Com raiva o jovem prometeu ao rei que levaria o maior de todos os presentes que ele, o rei, ambicionava: a cabeça da Medusa; 


Outra versão 

-Perseu se tornou um grande homem, forte, ambicioso, corajoso, aventureiro e protetor da mãe. Polidectes, com medo de que a ambição de Perseu o levasse a lhe usurpar o trono, propôs um torneio no qual o vencedor seria quem trouxesse a cabeça da Medusa, o instinto aventureiro de Perseu não o deixou recusar. Perseu, conhecendo sua mãe, disse que iria participar do torneio, mas não disse que iria enfrentar a Medusa, com receio de que ela o impedisse. 


Continuando... 

-Na aventura se deparou com uma figura que usava um capacete alado, sandálias e um bastão de ouro com asas e ficou contente em saber que se tratava de Hermes; 

-Hermes diz que o guiaria até as Moiras – mulheres cinzentas que tinham apenas um só olho que partilhavam em turnos e responsáveis por guardar o caminho da morada das Górgonas; 

-Perseu deveria esperar o momento da troca e se apoderar desse olho; 

-Só poderia devolve-lo quando elas o ensinassem o caminho da morada das Górgonas; 

-Na troca o herói conseguiu apoderar-se do único olho; 

-Promete só devolver se elas ensinarem o caminho da morada das Górgonas; 

-As Moiras ensinam o caminho e ele devolve o olho; 


Outras versões 


1- O herói conseguiu apoderar-se do único olho, de modo que as três mergulharam no sono ao mesmo tempo e ele pôde realizar sua façanha sem perigo; 

2- Perseu tomara-lhes o olho e o dente e recusou-se a devolvê-los se as velhas mulheres não o encaminhassem às Ninfas que lhe forneceriam os meios para vencer a Medusa: sandálias aladas, uma espécie de sacola e o capacete de Hades.


Continuando...

-Outra figura o ajuda: Atena empresta-lhe o seu escudo de bronze e muito bem polido;

-A deusa o aconselha a não encarar a Górgona nos olhos e diz sobre o reflexo do escudo;

-Hades também o ajuda dando um elmo que torna invisível quem o usasse;

-Perseu chegou a morada das Górgonas;

-Pairando acima delas graças as sandálias aladas, fixando o olhar no escudo e empunhando uma espada, o jovem com um só golpe cortou a cabeça de Medusa e antes de guardar a cabeça dela em uma bolsa o cavalo alado Pégaso (Imortalidade) e o gigante Crisaor (Gigante), e ambos filhos de Posídon e Medusa, surgiram de seu ventre;

-As outras duas irmãs de Medusa, Esteno e Euríale, perseguiram Perseu, mas este escapa devido ao capacete de Hades, que o torna invisível às Górgonas;

-No regresso avistou uma linda donzela amarrada a um rochedo, que tinha sido oferecido em sacrifício a um mostro marinho;

-Donzela: Andrômeda (Filha de Cefeu, rei da Etiópia, e de Cassiopeia); 

-O herói se apaixona por ela e quando o mostro surge ele corta-lhe a cabeça; 

-Leva a donzela a seus pais e a pede em casamento; 

-Levou-a consigo para Séfiros; 

-Quando volta para casa soube que a mulher de Díctis havia morrido e o pescador e sua mãe estavam refugiados num templo; 

-Soube também que Polidectes e seus seguidores, quiseram violentar sua mãe (Dânae); 

-Soube que Polidectes estava dando um banquete no palácio e tendo a sua volta vários guerreiros; 

-Perseu convoca amigos para lutarem; 

-Estavam em número menor; 

-Quando parecia perdida a luta, lembrou-se da cabeça de Medusa e colocou de frente aos inimigos; 

-Todos os inimigos petrificaram, inclusive alguns amigos descrentes; 

-O rei virou o rosto e pediu clemência; 

-Perseu virou a cabeça da Medusa em direção ao rei e o petrificou, que como estátua foi levado a casa do rapaz com a sua postura de covarde; 

-Perseu deixou Díctis como rei e partiu com sua mãe e Andrômeda para Argos (Cidade grega); 

-Quando lá chegou soube que Acrísio (Avô) estava desaparecido com medo da profecia; 

-Rei de Lárissa (Cidade grega) estava dando início a grandes competições; 

-Perseu quis participar; 

-Ao lançar um disco de forma atrapalhada atinge um dos espectadores e o mata; 

-Era Acrísio; 

-Foi cumprido o oráculo; 

-Perseu se recusou a governar Argos (Trocando de reinos com Megapente, filho de Preto – rei e fundador da cidade de Tirinto) e governou Tirinto e Micenas (Cidade que fundou e ambas gregas);


Filhos com Andrômeda: 

Perses (Que se tornou o antepassado dos persas), Alceu, Estênelo, Heleu, Mestor, Electrião (Pai de Alcmena, mãe de Héracles) e a filha Gorgófona; 

-O herói devolveu a Hermes os objetos mágicos; 

-Ofereceu a cabeça de Medusa para Atena que a prendeu no centro de seu escudo; 

-Devolveu o elmo para Hades com muita gratidão. 

Curiosidade (Versão) 

Em sua volta, Perseu encontrou o poderoso titã Atlas, aquele que é conhecido por segurar os céus com as costas. Mas o amaldiçoado por Zeus não acreditou que um humano pudesse ter matado a poderosa Medusa, brabo com a dúvida Perseu mostrou a cabeça do monstro ao titã, que instantaneamente virou pedra. Conta-se que Atlas se transformou em uma montanha de pedra e sua barba uma floresta densa, que ninguém jamais ousou explorar (Ou seus ossos se transformaram em uma montanha, sua barba em floresta e sua cabeça o cume).


PEGÁSO  









segunda-feira, 29 de junho de 2015

PRÓLOGO "Questão de opinião ou de situação?"

Questão de opinião ou de situação?

Richard Astolfo - Ator/Diretor e Professor


Muitos sonhos e ilusões são afagados e atormentados com a realidade que temos no âmbito cultural da atualidade. Na quarta-feira, dia 24 de julho de 2015, na Oficina Cultural, muitos privilegiados e em busca de maiores experiências e troca de opiniões tiveram um enorme contato com o dramaturgo Lauro Cesar Muniz, grande dramaturgo brasileiro. A carreira das gravações televisivas não se compara com a preparação da personagem e do trabalho interpretativo da vida que está a ser mostrada para um público que busca identificação de seus anseios e realizações. Claro que na televisão se alcança números maiores de pessoas que acabam vendo a obra, mas o Ibope é o que determina o fracasso e o sucesso de uma maneira imediata. Você pode dizer que isso é natural, mas eu coloco: será que se deixar levar pelos momentos inconstantes de uma parte é o fundamental para se alterar o rumo de um trabalho conciso e de longa eficácia com preparo e conteúdos psicológicos, movimentos corporais, vocais e todo o processo de estudos internos e externos pela simples mania nacional de ser imediatista? Creio que não, em minha opinião. O teatro tem a alma do ator, pelo amor de estudar e criar realmente a personagem e emprestar o seu corpo interior e exterior e o seu vocal para dar a vida a ele. E desprovido da vaidade deixar ser e não querer ser. O atual mostra a preocupação mais com o dinheiro do que a realização. Depois de alguns espetáculos, filmes, telenovelas e minisséries, e em sua maioria de grandes sucessos, o dramaturgo Lauro César Muniz nos presenteou com suas colocações fortes e diagnósticos do momento atual da cultura no Brasil. Não me atrevo a dizer se está certo ou errado, mas apenas compactou com muitas explanações do autor e absorvo suas ideias e agregadas as minhas construo a minha posição que muito já se definiu acima e que virá mais a baixo. No “sofá” deixamos de estar vivendo a história, em muitos casos, na frente de um espetáculo ao vivo, a energia e a emoção do contato mais próximo pode não nos deixar cair na ociosidade, e assim impregnar no ator a alma da vocação da interpretação, tudo assessorado com um preparo bem feito e com a confiança de olhar no fundo dos olhos da plateia e contar, viver e sentir o enredo e suas tramas. O Sr. Lauro César Muniz vivenciou e foi um dos responsáveis pelo estopim da dramaturgia televisiva do país. Suas visões são importantes para se colocar a pensar nos artistas que querem realizar trabalhos de excelência cultural. Um registro pobre que podemos citar também é a poupa procura pelo interesse do tema e de outras áreas que nos proporciona a Oficina e isso remete aos falsos “intelectuais culturais” que se dizem conhecedores, frequentadores e pessoas que vivem efusivamente a arte, mas só nos tentam colocar suas ideias vazias, sem a busca de profundidade e do embasamento e demonstram na ânsia de suas mentiras colocadas e conversas fiadas a falta de aprendizado e de querer trocar ideias, experimentações e sensações para que assim possamos gerir e modificar a crise financeira que sempre existiu no meio da cultura, mas agora com a crise do existir na parte profunda do amor pela interpretação.